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Vinícola Geisse - Desde 1979

A Vinícola Geisse Sonho que virou Vinícola

O Visionário

Mário Geisse

A paixão do enólogo Mário Geisse pelo vinho é um caso de amor antigo, uma história que há muito estava escrita: “ A minha vida com o vinho começa desde criança. Em minha casa ele sempre foi parte do dia-a-dia como o pão e a carne, como tudo que existia na mesa. Eu nasci vendo-o como elemento de vida. Morávamos numa região produtora de uvas para pisco, Limari, a 400 KM ao norte de Santiago.

Da sua infância recorda o memorável verão de 1957 quando conheceu o senhor Perico, no povoado de Caleu, que ensinou-lhe a fazer vinhos e mostrou toda a magia que envolve a arte de beber entre amigos. Mário gosta da vida no campo. Foi isso que o fez decidir estudar agronomia e especializar-se em vinicultura. “Não sou uma pessoa de escritório. Preciso estar em movimento, sou um itinerante. E o vinho me proporciona isso”.

Em 1971 foi trabalhar em Chillan, Concepción e Yumbel Coelemu, com pequenos agricultores e cooperativas. No ano de 1973, mudanças políticas e econômicas explodiram no Chile com a chegada de Augusto Pinochet ao poder. Mário é contratado pela vinícola Manquehue (uma gigante da época) onde desenvolveu novos vinhos até 1976. De repente, viu-se com apenas 25 anos contabilizando grande experiência e entusiasmo.

Breve sua vida iria sofrer uma expressiva mudança, inclusive de país: Mário é contratado pela Chandon para abrir mercado na América Latina, nos vinhedos da Serra Gaúcha. E assim começa seu namoro com o Brasil, país que ele não havia estado antes e que permaneceria até hoje. “A imagem que eu tinha do Brasil era absolutamente diferente da que eu encontrei”, revela. Mário descobriu que de tropical nada havia nestas terras do extremo sul e que a uva era muito distinta da chilena. Surpresa que pareceulhe positiva e ótima para a produção de espumantes. Ele assumiu a Chandon em janeiro de 1977, nos primeiros passos da vinícola no Brasil, com os vinhedos começando a ser implantados, a cantina em construção e um novo mundo a ser descoberto. “Cada país tem sua característica e, sem dúvida, esta é uma região para espumantes. Como vou perder a oportunidade de estar em um lugar que nem imaginei que poderia existir?” Em algum momento o mundo vai dar-se conta de que isso é distinto. Vou ser o melhor produtor de uvas para elaboração de espumantes”, sentenciou como que a adivinhar o futuro. Ele procurou uma região alta com boa exposição solar, encosta virada para o norte e com a melhor drenagem possível. “Porque o maior limitante da região é justamente a chuva. Se chove, ela não me prejudica” pensou. A procura levou um ano e no final de 1978 a compra de 36 hectares a 800 metros de altura na região de Pinto Bandeira conhecida por Vinhos de Montanha, se concretiza.

Familia Geisse

2010 | Todos os Direitos Reservados | Vinícola Geisse | Pinto Bandeira - Bento Gonçalves | RS - Brasil

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